Redescobrir o mundo rural

quarta-feira, maio 24, 2006

O QUE EU PERGUNTO?


Os docentes e investigadores do Campus de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores, disponibilizaram-se para abordarem questões relacionadas com os Desertos e a Desertificação, em todas as Escolas interessadas, no âmbito da comemoração do Ano Internacional dos Desertos e Desertificação (2006), proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas.


Ontem, dia 23 de Maio, o Prof. Doutor Francisco Cota Rodrigues apresentou o tema Desertificação e regime hídrico, aos alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico da EB1/JI do Raminho.




Texto do aluno Paulo Barcelos (4º ano)

Ontem, dia 23 de Maio, um professor da Universidade veio dar-nos uma aula sobre a água.
Nós fizemos muitas perguntas, como por exemplo: Como se forma o granizo? A chuva ácida ? O nevoeiro?A neve...

Recordámos várias formas de poupar água:


Na Casa de Banho

- Quando se vai lavar os dentes não deixar a torneira sempre aberta;
-Tomar duche em vez de banho de imersão;
- Utilizar o botão do autoclismo que reduz a descarga;


Na cozinha
- Quando lavar a loiça, encher o lava-loiça e não usar a torneira sempre a correr;
- Não colocar a máquina de lavar a loiça a trabalhar sem a carga máxima;


No jardim
- Regar as plantas de manhã cedo ou ao final da tarde porque durante a noite não há muita evaporação.


Precisamos, com urgência:


Corrigir os maus hábitos!
Evitar os consumos inúteis!

Reutilizar a água que pudermos!


O Doutor Cota Rodrigues disse-nos que se enchermos uma panela de água com sal e a metermos a ferver, a água fica mais salgada, porque ao evaporar, fica com menos quantidade de água mas o sal mantém-se, o que faz a salinidade aumentar…

Quando fervemos a água destruímos os micróbios mas quando a água não está em bom estado e está poluída com resíduos tóxicos, excesso de adubo da terra (nitratos e fosfatos), ou outras substâncias químicas, mesmo fervendo corremos graves riscos de saúde.





Às vezes pergunto:
e se a água faltasse?
Nem que fosse por um segundo
Seria coisa que se notasse.
Às vezes pergunto:
de onde vem?
Quem a trouxe ao mundo?
Quantos segredos tem?
Se a água tem segredos
não os conta a ninguém.
Mas de tanto perguntar,
pobre gota de água,
que farta de chorar
me contou seus medos e coisas lindas do além.
Que algum dia a vós irá contar,
basta fechar os olhos e imaginar.

(poema retirado do livro Água Azul)



Texto da Maria Clara (4ºano)

Nós, como é óbvio, fizemos muitas perguntas e com as respostas aprendemos várias coisas.
O Hugo fez uma pergunta muito interessante que era para saber como se formava a chuva ácida e o Professor respondeu que quando o fumo dos carros e das fábricas ia para as nuvens, elas ficavam sujas e depois a chuva que saía não era nada boa.
Também quisemos saber como é que o sal foi parar ao mar.
Mas depois o Professor fez uma pergunta difícil e tivemos que dar muitas hipóteses até conseguir acertar. Tínhamos que descobrir a explicação para as gotinhas de água que se formam no exterior de uma garrafa quando sai do frigorífico. Afinal a explicação é simples, trata-se do fenómeno de condensação da superfície gelada da garrafa com o ar mais quente do ambiente. O que significa que o ar que respiramos também tem vapor de água.




O entusiasmo dos alunos foi tão grande que até conseguiram que o Professor Francisco Cota Rodrigues volte à nossa escola em breve.
Esta acção foi importante, proporcionou-nos uma interessante troca de ideias, e permitiu que os alunos adquirissem mais informações sobre o ciclo da água, os fenómenos de transformação dos estados da água na natureza, a poluição da água...
O enriquecimento não foi apenas a nível pedagógico e científico mas também de relacionamento pessoal com alguém cá da terra.
Esperamos que todas estas acções (queremos aproveitar ao máximo!) permitam que os nossos alunos desenvolvam cada vez mais a capacidade de intervenção na defesa do ambiente.












7 Comments:

At 12:12 da manhã, Blogger José Aurélio Almeida said...

Olá a todos!
Realmente a água é um dos recursos mais importantes que temos. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que ela continue à nossa disposição (para usar, mas não abusar), com o máximo de qualidade.
Parabéns a todos pelo vosso entusiasmo nesta saudável e recomendável troca de saberes, experiências e emoções.
Esperamos que brevemente também as escolas dos Altares, Biscoitos e Quatro Ribeiras integrem esta dinâmica oferecida pela Universidade dos Açores.

 
At 6:46 da manhã, Blogger Lâmina d'Água, Silêncio & Escriba said...

Eva...

Estive ontem com o professor Mário que veio me trazer o presente do Desambientado Félix. Eu adorei ter por fim recebido o que passou de mão em mão. Te agradeço por teres te esforçado para que me fosse entregue.

Dê beijinhos nas crianças do raminho, que eu mando e diga-lhes que não me esqueci deles.

Beijinhos a ti também e oura vez, obrigada!!!

Cris

 
At 8:28 da manhã, Blogger Desambientado said...

Que grande entusiasmo! Ainda bem que gostaram e ainda bem que o Prof. Cota Rodrigues volta.

 
At 1:34 da manhã, Blogger vidal said...

Caros Amigos

Desculpem a longa demora para dar resposta.
Quero que saibam que as vossas visitas e palavras ão sempre muito desejadas e bem vindas.

 
At 1:40 da manhã, Blogger vidal said...

José

Ambas as intervenções que tiveram lugar no Raminho foram muito interessantes e recomendam-se.
Criou-se uma nova dinâmica que está a motivar os alunos e os docentes para prosseguirem com abordagens diferentes a estas temáticas.
Depois de começar, não vamos mais parar!
Dito de outra forma: os docentes da Universidade estão disponíveis para virem às nossas escolas e nós vamos aproveitar que os nosso meninos já andam a contar por aí que têm aulas muito fixes com os Senhores Professores da Universidade.

 
At 1:56 da manhã, Blogger vidal said...

Cris

Fico muito feliz por saber esta notícia.
Foi com todo o gosto que servi de mensageira deste pedacinho das nossas ilhas, ainda que sejam apenas imagens impressas numa agenda.
Quando tomar notas nela, vai recordar-se destes amigos do outro lado do Oceano que, apesar de ainda não a conhecermos pessoalmente, temos muito carinho por si.
Se voltar a encontrar o Professor Mário Freitas, por favor dê-lhe um beijinho em meu nome. Ele é um querido e uma pessoa muito paciente. Aguentou uma noite inteira a ensinar-me a dançar forró e samba, e leva muito jeito.
Estou cheia de saudades do calor do Brasil, aqui nas ilhas ainda faz mau tempo!!!

 
At 1:59 da manhã, Blogger vidal said...

Doutor Félix

Obrigada pelo seu ânimo.
Às vezes sentimo-nos tão tristes e decepcionadas, mas são alguns comentários que nos fazem erguer e seguir em frente.

 

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